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Palmeiras elimina o Fluminense nos pênaltis após empate no placar agregado e avança à final da Libertadores


O placar agregado que não conta a história toda

Dois jogos, dois resultados que se espelham. O Palmeiras venceu a ida, no Maracanã, por 2 a 1, e perdeu a volta por 1 a 0, o que deixou o agregado em 2 a 2. Quem olha só a tabela vê uma série equilibrada decidida nos detalhes. E foi isso mesmo, mas os detalhes que pesaram não foram os mesmos nos 180 minutos. terra

Na ida, o Palmeiras saiu na frente da série fora de casa, o que sempre dá confiança. Na volta, o Fluminense teve de fazer o que o regulamento e o contexto exigiam: atacar. E atacou melhor do que defendeu a vantagem adversária.

Quem controlou o quê

O Fluminense foi para São Paulo sabendo que perder por 1 a 0 já o eliminava, e que um 1 a 0 a favor levaria a decisão aos pênaltis. Essa conta simples pesou sobre o jogo inteiro. O time tricolor não viu alternativa a não ser ir ao ataque e procurar o gol que levaria a disputa para as penalidades. terra

O Palmeiras, por sua vez, entrou com o conforto relativo de quem tinha a vantagem mínima e podia administrar. O time de Abel Ferreira foi a campo com Carlos Miguel; Giay, Barboza, Gustavo Gómez, Murilo e Piquerez; Marlon Freitas, Lucas Evangelista e Andreas; Jhon Arias e Flaco López. Era um time montado para segurar e agredir em transições, não para ditar o ritmo o tempo todo.

O gol que veio tarde e mudou a série

O gol tricolor saiu aos 36 minutos da segunda etapa. Wesley Natã, que tinha acabado de entrar, fez uma boa jogada e acionou Hércules, que bateu colocado, da entrada da área, no canto do goleiro Carlos Miguel. Foi um gol de substituição bem lida: um jogador fresco, uma jogada rápida pelo lado e uma finalização de fora da área no momento em que a defesa já estava cansada. gazetaesportiva

A demora do gol é parte da história. Um Fluminense que passa mais de uma hora procurando o caminho e só o encontra perto do fim explica tanto a coragem quanto a dificuldade. Ter o gol mais tarde tirou do time o tempo de buscar um segundo, que teria encerrado a série ali mesmo no tempo normal.

Antes do gol, o Palmeiras também teve a sua chance

Um detalhe do segundo tempo mostra que o jogo estava mais aberto do que o placar sugere. Aos 35 minutos, Andreas saiu em velocidade, acionou Sosa, e a finalização passou perto, pelo lado de fora da rede. Dois minutos depois, o Fluminense abriu o placar. gazetaesportiva

Ou seja, o Palmeiras esteve a um centímetro de matar a série no contragolpe, o tipo de lance que decide semifinais. O Fluminense, a um centímetro de ser eliminado ali, passou a ser quem celebrava. É a margem curta que distingue uma classificação de uma eliminação nesse nível.

A festa no setor visitante

Fora do campo, o Tricolor teve um aliado raro numa semifinal fora de casa. Quatro mil torcedores lotaram o setor visitante do Nubank Parque e fizeram uma festa que o clube destacou no balanço do jogo. Esse tipo de apoio costuma pesar em jogos em que a equipe precisa ir à frente: o time sabe que, mesmo atrás, não está sozinho. fluminense

Num estádio de torcida adversária, a presença organizada do visitante ajuda a manter o time mentalmente no jogo. Ajuda também a explicar por que o Fluminense não desmoronou durante os minutos em que o placar continuou desfavorável.

Os pênaltis: onde a série foi decidida

A disputa terminou 5 a 3 para o Palmeiras. Nonato desperdiçou a quarta cobrança do Fluminense, e Marlon Freitas converteu a cobrança decisiva que garantiu o Palmeiras na final. Carlos Miguel fez a defesa decisiva no pênalti batido por Nonato. lanceterra

Do lado tricolor, Thiago Silva, Hércules e Guilherme Arana converteram os seus. Três acertos em quatro tentativas não é um mau aproveitamento, mas pênalti perdido na hora certa custa a série inteira. O goleiro palmeirense, que já tinha sido protagonista nos 90 minutos, fechou a noite como o jogador mais decisivo do confronto. terra

O mérito de cada lado

Seria injusto reduzir a eliminação do Fluminense a uma cobrança perdida. O clube terminou a participação com um balanço que ele próprio chama de significativo: a campanha foi a terceira melhor da sua história na competição. Chegar a uma semifinal de Libertadores e vencer fora de casa um adversário desse porte, ainda que sem avançar, não é um resultado qualquer. fluminense

O Palmeiras, por outro lado, mostrou o que o tem mantido competitivo: capacidade de sobreviver em jogos em que não está bem. Perder no tempo normal, ver o rival empatar a série tarde e ainda assim vencer nos pênaltis exige estabilidade emocional. O texto do Terra definiu o último ato da semifinal como digno de dois dos melhores times do futebol brasileiro nos últimos anos. terra

A arbitragem e o ambiente

O jogo teve arbitragem do uruguaio Esteban Ostojich. Barboza e Jhon Arias, do Palmeiras, e Hércules, do Fluminense, foram os advertidos. Um número baixo de cartões sugere uma partida disputada com intensidade, mas sem descontrole. Num jogo em que cada lance podia valer a final, isso ajudou a manter o foco no futebol e a evitar que a decisão virasse discussão de arbitragem. fluminense

O que o resultado diz sobre o Palmeiras

Chegar à oitava final da história da Libertadores não acontece por acaso. Com a classificação, o time comandado por Abel Ferreira segue em busca do tetracampeonato continental. A permanência no topo se sustenta em elenco, comissão técnica e, principalmente, em uma identidade que não depende de um único jogador. gazetaesportiva

Mesmo derrotado no tempo normal em casa, o Palmeiras manteve o plano: segurar a vantagem possível, contar com o goleiro e aceitar a loteria dos pênaltis como parte do jogo. É uma postura pragmática, que nem sempre agrada ao torcedor neutro, mas que vem rendendo resultado.

O que o resultado diz sobre o Fluminense

O Tricolor saiu com a cabeça erguida e com um problema claro a resolver: o clube agora volta suas atenções para a disputa do Campeonato Brasileiro. A eliminação dói, mas o time mostrou que sabe reagir quando a pressão aumenta. fluminense

A dificuldade em abrir o placar mais cedo, quando o adversário esperava, é um tema que fica para a comissão técnica. O gol saiu de uma troca bem observada, o que indica que o elenco tem alternativas no banco, e isso é um ponto positivo a levar para o restante da temporada.

A final que vem pela frente

O Palmeiras já sabe quem encontrará. O rival será o Estudiantes, que eliminou o Flamengo nos pênaltis no Maracanã, e a decisão será em Montevidéu, no estádio Centenário, 58 anos depois de outro confronto entre os clubes. A data marcada é 28 de novembro. terrarede98

O caminho do Palmeiras até lá passou duas vezes por pênaltis nas fases decisivas contra rivais brasileiros, e o do Estudiantes também. Será uma final entre dois times que sabem sofrer e que não costumam perder a calma quando o jogo vai ao limite.


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